quarta-feira, 19 de maio de 2010

Compromisso envolvente.

Compromisso envolvente





Achei por bem iniciar este post com uma pequena referência para o caso de alguém não conheçer essa alusão que se faz com tanta ênfase em muitas instituições, na maioria das vezes intitucionais mas, também é usada em meios acadêmicos, religiosos e etc.

Geralmente em algumas reuniões acabam perguntando algo do tipo “Você é uma pessoa envolvida ou comprometida?” Daí, trazem aquela imagem de um típico café da manha norte-americano com ovos e bacon, dizendo então que a galinha está envolvida com o processo pois apenas participou dele ofertando o ovo mas preservando a sua vida diferentemente do porco que sacrifica sua vida estando assim, comprometido. Costuma-se a partir disso dar mais peso ao compromisso que ao envolvimento o que na minha humilde opinião uma tremenda injustiça.

Pense sob o seguinte ângulo, para nós o que não passa de matéria-prima para uma deliciosa omelete, para a galinha é mais que isso. Enquanto vemos apenas uma casca guardando clara e gema, não levamos em conta que para a galinha são seus filhos. Então quem se sacrifica mais? Se você perguntar a qualquer mãe ou pai que se preze se ele sacrificaria a própria vida em lugar dos filhos ouvirá um sonoro com certeza já que pra eles seria inimaginável mandá-los para morrer a fim de se resguardarem.

 

Por isso eu faço questão de levantar uma defesa àquilo que envolve. Afinal de contas, pense comigo, numa noite de frio ninguém se compromete com um lençol mas ele te envolve e te aquece;e quanto a um abraço bem envolvente daqueles que te acolhem e te fazem sentir a maior segurança do mundo? É bem melhor do que aquele que compromete não é verdade? E quem nunca desfrutou de lábios, beijos e olhares que envolvem? E ainda tem minhas preferidas palavras envolventes daquelas que te amarram, prendem sua atenção, sequestram seu raciocínio e arrebatam sua razão. São algemas e correntes invisíveis porém, de eficácia incontestável mas que de maneira contraditória não aprisionam e sim libertam a alma e a imaginação. Palavras envolventes brotam nos lábios, criam situações que saltam aos olhos e nos acolhem nos braços.
 
Vamos fazer um compromisso? Que tal se envolver mais com as coisas e pessoas da sua vida e encarar o desafio de quanta diferença isso pode fazer? Amarre-se, embrenhe-se, cubra-se, misture-se, meta-se, confunda-se , faça parte, comprometa-se e sobretudo... envolva-se e deixe-se envolver.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

ENTRE FATOS E FOCOS


Por que FATOS E FOCOS?


Dizem que 'uma imagem vale mais do que mil palavras', e por um bom tempo até que fiquei conformado com essa afirmação.


Porém um dia desses, comum e ordinário como qualquer outro, estava eu sentado observando o mar num fim de tarde em um dos meus locais preferidos da orla da cidade quando minha mente que às vezes gosta de me pregar algumas peças tipo o Coringa azucrinando a vida do Batman, me faz lembrar de uma cena bastante peculiar da minha vida e faz surgir dos recantos banco de dados da pasta imagens do meu cérebro uma das mais incríveis visões que já tive (não, não vou dizer aqui o que foi porque senão tem gente que ao ler isso vai ficar 'se achando' e pensando bobagens).


O que realmente importa é que essa bela imagem que me saltou a mente e fez todo o resto ao meu redor perder a importância temporariamente me fez lembrar do dito popular citado acima e me fez pensar profundamente, ao ponto de forçar meu simplório processador cefálico de 512 Kb, e ponderar que uma imagem não vale mais que mil palavras, mas sim traz junto com ela um turbilhão de verbetes que na sua finita significância tentam expressar em linguagem aquilo que nos salta aos olhos. Quem dentre nós, ao se deparar com uma imagem, uma foto, uma tela, um quadro ou qualquer outro aspecto visual não recebe em seu ser uma série de palavras que procuram descrever o que enxergamos? Sejamos sinceros. Não importa se é um belo pôr-do-sol, uma criança brincando, um cavalo cruzando um descampado, uma obra de Picasso ou aquela desconhecida linda que passou por você e nunca mais na sua vida vai cruzar seu caminho novamente, cada imagem carrega consigo dezenas, centenas, talvez apenas uma, ou, como gostam de dizer, mil palavras que fazem com que o sentido que ela carrega seja traduzido em palavras pra que tanto a alma quanto a razão tenham sua parcela de deleite ao contempla - lá. Algumas imagens inclusive, pra provar minha teoria, nos arremetem para canções, músicas e melodias estocadas em nossas lembranças. Por isso volto a afirmar que uma imagem não vale mais que mil palavras, mas as traz consigo.  Não me levem a mal, não quero desmerecer aqui imagens que falam por si só como  A menina do Vietnã do fotógrafo Nic Ut, O beijo de despedia a guerra captado por Victor Jorgensen em plena Times Square ao fim da Segunda Guerra Mundial ou imagens como a do monge budista Thich Quang Duc ao queimar seu próprio corpo num ato que ficou eternamente conhecido como O protesto silencioso. O quero dizer é que admiro a maneira de pensar de Eddie Adams, fotógrafo de guerra que, não bastasse ter eternizado uma das imagens mais impressionantes da época, a Execução em Saigon, deu-lhe mais peso ainda ao dizer: "O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara?".


Se assim é, também é verdade que as palavras, sejam ela muitas ou apenas uma bem pequenininha como céu, por exemplo, podem nos fazer pensar em mil imagens. Alguns podem pensar num belo dia ensolarado, outros em um pôr-do-sol enquanto o camarada ali da esquina pensaria em uma noite estrelada sem nuvens carimbada com uma majestosa lua cheia coroando o manto negro do infinito (profundo não é?). Já os mais religiosos pensariam no sentido mais 'paradisíaco' da palavra em contraste com os mais carnais que já pensariam que uma boa noite de farra e prazeres é como estar no céu.


Enfim, imagens nos levam às palavras e o inverso também é verdade. O caso é tão sério que posso afirmar sem medo que esse jogo sem controle de imagens e palavras mechem com nossa audição, olfato, tato e paladar. Duvida? Uma imagem de uma praia pode fazer você 'ouvir' o barulho das ondas, um texto romântico descrevendo o encontro de dois amantes pode fazer com que qualquer um se arrepie (sem falar nas outras reações dependendo de quão picante for) ehrmm... bem... Onde eu estava mesmo? Ah, lembrei! Corrija-me se eu estiver errado, mas esteja com fome e olhe um cardápio com uma foto de um prato suculento e diga-me se é possível não sentir o gostinho na boca. E quando essas figuras tão travessas juntam-se a palavras sufocantes que praticamente fazem com que cheiros e aromas que nos marcaram no passado pareçam surgir do nada e invadir nossas narinas sem aviso e sem pedir licença?


Mas vamos deixar isso pra lá porque ai já é assunto pra outro dia não é mesmo? Melhor eu me ater aos fatos pra não perder o foco.


Bem pessoal este é meu primeiro post, espero que tenham gostado. Comentem, critiquem, divulguem e até o próximo.








Por que FATOS E FOCOS?


Dizem que "uma imagem vale mais do que mil palavras", e por um bom tempo até que fiquei conformado com essa afirmação.


Porém um dia desses, comum e ordinário como qualquer outro, estava eu sentado observando o mar num fim de tarde em um dos meus locais preferidos da orla da cidade quando minha mente que às vezes gosta de me pregar algumas peças tipo o Coringa azucrinando a vida do Batman, me faz lembrar de uma cena bastante peculiar da minha vida e faz surgir dos recantos banco de dados da pasta imagens do meu cérebro uma das mais incríveis visões que já tive (não, não vou dizer aqui o que foi porque senão tem gente que ao ler isso vai ficar "se achando" e pensando bobagens).


O que realmente importa é que essa bela imagem que me saltou a mente e fez todo o resto ao meu redor perder a importância temporariamente me fez lembrar do dito popular citado acima e me fez pensar profundamente, ao ponto de forçar meu simplório processador cefálico de 512 Kb, e ponderar que uma imagem não vale mais que mil palavras, mas sim traz junto com ela um turbilhão de verbetes que na sua finita significância tentam expressar em linguagem aquilo que nos salta aos olhos. Quem dentre nós, ao se deparar com uma imagem, uma foto, uma tela, um quadro ou qualquer outro aspecto visual não recebe em seu ser uma série de palavras que procuram descrever o que enxergamos? Sejamos sinceros. Não importa se é um belo pôr-do-sol, uma criança brincando, um cavalo cruzando um descampado, uma obra de Picasso ou aquela desconhecida linda que passou por você e nunca mais na sua vida vai cruzar seu caminho novamente, cada imagem carrega consigo dezenas, centenas, talvez apenas uma, ou, como gostam de dizer, mil palavras que fazem com que o sentido que ela carrega seja traduzido em palavras pra que tanto a alma quanto a razão tenham sua parcela de deleite ao contempla - lá. Algumas imagens inclusive, pra provar minha teoria, nos arremetem para canções, músicas e melodias estocadas em nossas lembranças. Por isso volto a afirmar que uma imagem não vale mais que mil palavras, mas as traz consigo.  Não me levem a mal, não quero desmerecer aqui imagens que falam por si só como  A menina do Vietnã do fotógrafo Nic Ut, O beijo de despedia a guerra captado por Victor Jorgensen em plena Times Square ao fim da Segunda Guerra Mundial ou imagens como a do monge budista Thich Quang Duc ao queimar seu próprio corpo num ato que ficou eternamente conhecido como O protesto silencioso. O quero dizer é que admiro a maneira de pensar de Eddie Adams, fotógrafo de guerra que, não bastasse ter eternizado uma das imagens mais impressionantes da época, a Execução em Saigon, deu-lhe mais peso ainda ao dizer: "O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara?".


Se assim é, também é verdade que as palavras, sejam ela muitas ou apenas uma bem pequenininha como céu, por exemplo, podem nos fazer pensar em mil imagens. Alguns podem pensar num belo dia ensolarado, outros em um pôr-do-sol enquanto o camarada ali da esquina pensaria em uma noite estrelada sem nuvens carimbada com uma majestosa lua cheia coroando o manto negro do infinito (profundo não é?). Já os mais religiosos pensariam no sentido mais "paradisíaco" da palavra em contraste com os mais carnais que já pensariam que uma boa noite de farra e prazeres é como estar no céu.


Enfim, imagens nos levam às palavras e o inverso também é verdade. O caso é tão sério que posso afirmar sem medo que esse jogo sem controle de imagens e palavras mechem com nossa audição, olfato, tato e paladar. Duvida? Uma imagem de uma praia pode fazer você "ouvir" o barulho das ondas, um texto romântico descrevendo o encontro de dois amantes pode fazer com que qualquer um se arrepie (sem falar nas outras reações dependendo de quão picante for) ehrmm... bem... Onde eu estava mesmo? Ah, lembrei! Corrija-me se eu estiver errado, mas esteja com fome e olhe um cardápio com uma foto de um prato suculento e diga-me se é possível não sentir o gostinho na boca. E quando essas figuras tão travessas juntam-se a palavras sufocantes que praticamente fazem com que cheiros e aromas que nos marcaram no passado pareçam surgir do nada e invadir nossas narinas sem aviso e sem pedir licença?


Mas vamos deixar isso pra lá porque isso já é assunto pra outro dia não é mesmo? Melhor eu me ater aos fatos pra não perder o foco.


Bem pessoal este é meu primeiro post, espero que tenham gostado. Comentem, critiquem, divulguem e até o próximo